Depois de Belle-Île, Ouessant e Bréhat, eis as outras cinco ilhas bretãs que têm o seu guia no Dem-Tukki. Para um dia de praia e lagoa, escolha Glénan; para três dias de falésias e trilhos, Groix; para um passeio fácil com crianças, a Île aux Moines ou Batz; e para o silêncio do fim do mundo, Sein. Nenhuma precisa de carro e todas ficam a menos de uma hora de barco.
- 🐟 Groix — A selvagem do Morbihan
- 🏝️ Glénan — A lagoa bretã
- 🌵 Ilha de Batz — O jardim exótico do norte do Finistère
- 🌸 Île aux Moines — A pérola do golfo
- ⚓ Ilha de Sein — O fim do fim do mundo
- 🗓️ Quando ir?
- ⛴️ Como chegar: cinco portos, cinco travessias
- 👨👩👧 Que ilha para o seu perfil?
- 📊 Comparativo
- ❓ Perguntas frequentes
A primeira parte deste guia comparava as três grandes clássicas: Belle-Île, Ouessant e Bréhat. As cinco ilhas que se seguem são mais pequenas, muitas vezes mais próximas do continente, e no entanto cada uma tem uma identidade que nenhuma outra lhe disputa: uma praia que se desloca, uma lagoa turquesa, um jardim de catos virado para o canal da Mancha, um cromeleque sob as mimosas, uma rocha plana que disse não em 1940. A maioria visita-se num dia; algumas merecem uma noite. Eis como escolher.
🐟 Groix — A selvagem do Morbihan
A 45 minutos de Lorient, Groix é uma ilha de 15 km² — oito quilómetros por três — orlada de falésias e enseadas a que só se chega na maré baixa. A sua fama deve-se a uma praia: Grands Sables, a única praia convexa da Europa, que avança pelo mar em vez de formar uma baía e que as correntes fazem deslizar ao longo da costa vários metros por ano. Um pouco mais longe, a reserva natural François Le Bail protege rochas raras — glaucofana, granadas — que atraem geólogos do mundo inteiro, e a ponta des Chats tem o farol mais baixo da Bretanha.
Groix foi também, nos anos 1930, o primeiro porto atuneiro de França, com até trezentos dundees armados para o atum-voador: restam o ecomuseu de Port-Tudy e, no cimo do campanário, um cata-vento em forma de atum em vez do galo. O trilho costeiro dá a volta à ilha num bom dia; a bicicleta, alugada no porto, e um vaivém ligam as aldeias. No fim de agosto, o Festival internacional de cinema insular enche a ilha durante cinco dias. Conte duas ou três noites e consulte o nosso guia de Groix para as moradas.
🏝️ Glénan — A lagoa bretã
A uma dezena de milhas ao largo de Fouesnant, nove ilhas principais desenham um círculo em torno de um mar interior pouco profundo, a «Chambre», cuja areia branca — detritos de conchas — dá à água uma cor turquesa inesperada nestas latitudes. A comparação com os trópicos termina na temperatura: nada-se aqui entre 16 e 19 °C em pleno verão. A ilha Saint-Nicolas, a única de acesso livre, abriga uma planta que não cresce em mais nenhum lugar do mundo, o narciso de Glénan, salvo da extinção e protegido por uma reserva que floresce em abril.
Foi aqui que nasceu, em 1947, a maior escola de vela da Europa, cujo manual continua a ser a referência. As lanchas só circulam de abril a setembro — cerca de uma hora a partir de Bénodet ou Concarneau com as Vedettes de l’Odet, meia hora a partir de Trégunc — e são canceladas com vento forte. Vai-se num dia, porque praticamente não há alojamento, e leva-se tudo: água, piquenique, chapéu; não há comércio nem sombra em Saint-Nicolas. Pormenores e companhias no nosso guia de Glénan.
🌵 Ilha de Batz — O jardim exótico do norte do Finistère
Quinze minutos de lancha a partir do porto velho de Roscoff, todo o ano e por cerca de dez euros ida e volta: Batz é a escapadinha insular mais fácil do norte do Finistère. O paradoxo da ilha está num jardim: o jardim Georges-Delaselle, criado em 1897 por um segurador parisiense, reúne perto de duas mil e quinhentas espécies dos cinco continentes — palmeiras, agaves, catos — na ponta norte da Bretanha, graças a um microclima de uma suavidade surpreendente.
O resto cabe em 3,2 km² de campos de primores — a cebola rosada de Roscoff também cresce aqui —, dunas e praias de areia branca como a Grève Blanche. No extremo da ilha, sobe-se ao farol por cento e noventa e oito degraus, com vista sobre toda a costa dos Abers. Sem carros para os visitantes: a volta faz-se em três horas a pé ou duas de bicicleta. Um pormenor a saber: na maré baixa, os barcos atracam no fim de um pontão de quase quinhentos metros, a percorrer com a bagagem — viaje leve. Moradas e horários no nosso guia da ilha de Batz.
🌸 Île aux Moines — A pérola do golfo
Cinco minutos de travessia a partir de Port-Blanc, em Baden, partidas de meia em meia hora e um bilhete a menos de sete euros: a Île aux Moines é a ilha mais acessível da Bretanha e a maior do golfo de Morbihan. Em forma de cruz, com sete quilómetros de comprimento e 3,2 km², tem seiscentos habitantes todo o ano e uma vegetação que surpreende: mimosas desde fevereiro, camélias em março, laranjeiras, palmeiras e figueiras, protegidas dos ventos do largo pelas terras do golfo.
Os seus bosques têm nomes de lenda — o bois d’Amour, o bois des Soupirs, o bois des Regrets — e as suas charnecas escondem o cromeleque de Kergonan, um dos maiores círculos de pedras erguidas da Europa, e o dólmen de Pen Hap. Os carros dos visitantes ficam no continente: percorre-se a ilha a pé pelo trilho costeiro, num dia, ou de bicicleta. A maioria dos visitantes fica pela aldeia e pela praia do Vhil; o sul, mais selvagem, está quase sempre deserto. Nos anos ímpares, a Semaine du Golfe, em maio, reúne centenas de veleiros tradicionais. O nosso guia da Île aux Moines detalha praias e alojamentos.
⚓ Ilha de Sein — O fim do fim do mundo
Uma hora de travessia a partir de Audierne, através do raz de Sein, uma das passagens mais agitadas da Bretanha, e chega-se a um caso extremo: cinquenta e oito hectares, cerca de duzentos habitantes, nem uma árvore — o vento não o permite — e um ponto mais alto a menos de dois metros acima do mar, protegido por diques. As ruelas da aldeia são tão estreitas que mal passam duas pessoas, traçadas assim para quebrar as rajadas. Ao largo ergue-se o farol de Ar-Men, «o inferno dos infernos» para os seus faroleiros, que levou catorze anos a construir.
Sein guarda ainda uma página de história fora do comum: em junho de 1940, depois do apelo de 18 de junho, mais de cento e trinta pescadores da ilha embarcaram para Inglaterra, o que levou De Gaulle a dizer que Sein era «um quarto da França». É um dos cinco municípios franceses Companheiros da Libertação. Na ilha, nem carro nem bicicleta servem: atravessa-se a pé em vinte minutos. Alguns hotéis, dois ou três restaurantes, uma mercearia. Vir num dia dá uma ideia; dormir aqui, quando o último barco partiu e só restam o vento e os faróis, é uma experiência que poucos lugares em França podem oferecer — desde que aceite que uma tempestade o retenha um dia a mais. Veja o nosso guia da ilha de Sein.
🗓️ Quando ir?
Como as suas irmãs mais velhas, estas ilhas vivem ao ritmo de abril a setembro. Maio, junho e setembro oferecem o melhor: água praticável, trilhos em flor, travessias sem filas e alojamentos disponíveis em Groix, Batz e Sein. Abril tem dois encontros a não perder: a floração do narciso de Glénan em Saint-Nicolas e as últimas mimosas da Île aux Moines, que florescem desde fevereiro. No fim de agosto, o Festival internacional de cinema insular de Groix enche a ilha durante cinco dias: reserve com muita antecedência.
O inverno fecha Glénan — nenhuma lancha entre outubro e março — e reduz muito as rotações para Batz e Sein, onde o mar pode cancelar a travessia ou retê-lo na ilha um ou dois dias. A Île aux Moines, a cinco minutos do continente, continua acessível todo o ano e recupera a calma a partir de novembro. Os horários fora de época estão nas nossas páginas de transportes: Groix, Glénan, Batz, Île aux Moines, Sein.
⛴️ Como chegar: cinco portos, cinco travessias
Cinco ilhas, cinco portos: Lorient para Groix (Compagnie Océane, 45 min); Bénodet, Concarneau, Loctudy ou Beg-Meil para Glénan (Vedettes de l’Odet, cerca de 1 h, 39 a 49 € ida e volta) e Trégunc (Glénan Découverte, 30 min); o porto velho de Roscoff para Batz (15 min, todo o ano, cerca de 11 € ida e volta); Port-Blanc, em Baden, para a Île aux Moines (Izenah Croisières, 5 min, de 30 em 30 minutos, cerca de 6,80 € ida e volta, com ligações sazonais a partir de Vannes, Locmariaquer e Arzon); e Audierne para Sein (1 h). A partir de Portugal, o mais prático é voar para Nantes, Rennes ou Brest e alugar um carro até ao porto. As bicicletas são aceites a bordo para Batz e Groix; confirme para as outras.
Nenhuma destas ilhas justifica embarcar o carro: é possível mas caro e desaconselhado em Groix, proibido aos visitantes em Batz, Sein e na Île aux Moines, fora de questão em Glénan. Deixa-se o veículo nos parques do continente — pagos e rapidamente cheios no verão em Port-Blanc e Roscoff — e continua-se a pé ou de bicicleta alugada no porto. As nossas páginas deslocar-se em Groix e deslocar-se na Île aux Moines comparam as opções.
👨👩👧 Que ilha para o seu perfil?
Em família: a Île aux Moines e Batz, para um dia sem carro, sem perigo e com praia à chegada. Praia e banhos: Glénan sem hesitar, depois os Grands Sables de Groix. Caminhantes: a volta a Groix pelo trilho costeiro, com o pôr do sol em Pen-Men. A dois: uma noite em Sein, ou a Île aux Moines fora de época. Jardins e botânica: o jardim Delaselle em Batz, o narciso de Glénan em abril, as mimosas da Île aux Moines. História: Sein e os seus homens livres, o cromeleque de Kergonan, os atuneiros de Groix. Um só dia: Glénan, Batz ou a Île aux Moines. Um fim de semana prolongado: Groix, ou a dupla Sein + Ouessant a partir do Finistère.
📊 Comparativo
| Critério | Groix | Glénan | Batz | Île aux Moines | Sein |
|---|---|---|---|---|---|
| Ambiente | Selvagem e animada | Lagoa, num dia | Jardim e hortas | Suave, familiar | Mineral, silêncio |
| Paisagens | Falésias, Grands Sables | Areia branca, água turquesa | Palmeiras, praias, farol | Mimosas, enseadas, cromeleque | Rocha plana, faróis, raz |
| Travessia | 45 min a partir de Lorient | 1 h a partir de Bénodet | 15 min a partir de Roscoff | 5 min a partir de Port-Blanc | 1 h a partir de Audierne |
| Duração ideal | 2 a 3 dias | Um dia | Um dia, uma noite | Um dia | Uma ou duas noites |
| Carro | Possível, desaconselhado | Impossível | Proibido | Proibido | Proibido |
| Orçamento | €€ | € (dia) + travessia €€ | € (dia) | € (dia) | €€ |
| Ideal para | Caminhantes, cinéfilos | Praia, vela, mergulho | Famílias, jardineiros | Famílias, bicicleta | Amantes do fim do mundo |
🏆 O nosso veredicto
Para um dia de praia e lagoa, escolha Glénan — entre abril e setembro, com mar calmo e o piquenique na mochila.
Para uma verdadeira estadia, Groix é a mais completa das cinco: falésias, uma praia única, aldeias, festival.
Com crianças, a Île aux Moines e Batz são imbatíveis; e se procura o fim do mundo, durma em Sein.
❓ Perguntas frequentes
Qual destas ilhas escolher para um só dia?
Glénan pela praia e pela água turquesa, a Île aux Moines pela facilidade (cinco minutos de barco, partidas de meia em meia hora) e Batz pelo jardim exótico e pelo farol. Groix e Sein também se visitam num dia, mas ganham todo o sentido com uma noite na ilha.
Pode dormir-se em Glénan?
Praticamente não: os ilhéus estão desabitados fora de época e não há alojamento aberto ao público, nem água potável, nem comércio em Saint-Nicolas. A fórmula normal é a excursão de um dia, de lancha, de abril a setembro.
Qual é a ilha de acesso mais fácil?
A Île aux Moines: cinco minutos de travessia a partir de Port-Blanc, partidas de trinta em trinta minutos e um bilhete a cerca de 6,80 € ida e volta. Batz segue-lhe de perto, a quinze minutos de Roscoff, com partidas todo o ano.
É preciso levar o carro para Groix?
Não. É possível com reserva, mas caro e desaconselhado: a ilha mede oito quilómetros por três, uma bicicleta alugada no porto e o vaivém chegam, e o trilho costeiro dá-lhe a volta num dia.
E Belle-Île, Ouessant ou Bréhat?
Estas três grandes clássicas são comparadas na primeira parte deste guia: Belle-Île para uma primeira estadia ou em família, Ouessant para o fim do mundo, Bréhat para um dia sem carro.
🔗 Para ir mais longe
- Que ilha da Bretanha escolher? (1)Belle-Île, Ouessant, Bréhat: a primeira parte do comparativo
- Ilha de GroixGrands Sables, atuneiros e reserva natural
- Arquipélago de GlénanLagoa turquesa, vela e mergulho num dia
- Ilha de BatzJardim exótico e farol a quinze minutos de Roscoff
- Île aux MoinesA pérola do golfo de Morbihan, a cinco minutos de Port-Blanc
- Ilha de SeinA ilha dos homens livres, a uma hora de Audierne
- Onde dormir em GroixHotéis, quartos e alugueres selecionados
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