ATLÂNTICO

Ilha de Ré

Vilas brancas, salinas e ciclovias: “Ré, a Branca”, bem em frente a La Rochelle.

⚠️ Horários, preços e condições de acesso podem mudar sem aviso prévio, por razões alheias à nossa vontade (época do ano, meteorologia, decisões das companhias, dos estabelecimentos ou das autoridades locais). Antes de cada partida, convém confirmar as informações junto das autoridades competentes e dos prestadores em causa.

A ilha de Ré, apelidada de “Ré la Blanche”, estende-se por cerca de trinta quilômetros diante de La Rochelle, ligada ao continente desde 1988 por uma ponte de quase 3 quilômetros. Dez vilas de casas caiadas com janelas verdes, salinas, viveiros de ostras, pinhais e longas praias de areia formam uma paisagem plana, perfeita para pedalar. Os visitantes vêm pelas muralhas de Vauban de Saint-Martin-de-Ré, Patrimônio Mundial da UNESCO, pelo farol das Baleias, pela reserva de aves de Lilleau des Niges e pelos terraços de pequenos portos como La Flotte e Ars-en-Ré.

Conhecer o destino

Onde fica a ilha de Ré?

A ilha de Ré fica no oceano Atlântico, ao largo de La Rochelle, no departamento de Charente-Maritime, região da Nova Aquitânia. Com cerca de trinta quilômetros de comprimento e apenas alguns de largura, ocupa uns 85 km² e tem perto de 18 mil habitantes o ano todo, número que se multiplica no verão. Desde 1988, a ponte da ilha de Ré, com 2,9 quilômetros, liga a ilha ao continente entre La Rochelle e Rivedoux-Plage. O estreito do Pertuis Breton a separa da Vendée, ao norte, e o Pertuis d’Antioche, da ilha de Oléron, ao sul.

Seus dez municípios se sucedem de leste a oeste: Rivedoux-Plage, Sainte-Marie-de-Ré, La Flotte, Saint-Martin-de-Ré, Le Bois-Plage-en-Ré, La Couarde-sur-Mer, Loix, Ars-en-Ré, Saint-Clément-des-Baleines e Les Portes-en-Ré. Saint-Martin-de-Ré, a antiga praça-forte, funciona como uma pequena capital. O relevo é quase inexistente, e o ponto mais alto mal passa dos vinte metros. A oeste, o litoral contorna o Fier d’Ars, uma ampla baía interior cercada de salinas e da reserva natural de Lilleau des Niges, enquanto a ponta noroeste termina no farol das Baleias.

História e cultura

História e cultura

Formada antigamente por várias ilhotas que as salinas acabaram unindo, a ilha viveu desde a Idade Média do sal e do vinho, trocados com navios do norte da Europa. Monges cistercienses fundaram no século XII a abadia dos Châteliers, cujas ruínas ainda dominam o litoral perto de La Flotte. Em posição estratégica diante de La Rochelle, Ré sofreu em 1627 o ataque das tropas inglesas do duque de Buckingham, repelidas pela guarnição de Toiras. A partir de 1681, Vauban dotou Saint-Martin de muralhas e de uma cidadela, inscritas no Patrimônio Mundial da UNESCO em 2008.

A cidadela de Saint-Martin virou prisão: era daqui que partiam os condenados a trabalhos forçados rumo à Nova Caledônia e depois à Guiana Francesa, e ela ainda abriga um estabelecimento penitenciário. A cultura da ilha continua profundamente rural e marítima, com salineiros, ostreicultores, viticultores e horticultores moldando a paisagem. As casas baixas, caiadas, de janelas verdes ou azuis e cercadas de malvas-rosa, fazem parte da identidade da ilha, assim como os famosos burros de calças e a quichenotte, a touca tradicional das mulheres que trabalhavam nas salinas e nos campos.

O que ver

O que ver na ilha de Ré

Em Saint-Martin-de-Ré, passeie pelo porto animado e pelos cais, depois siga as muralhas até a cidadela, que se admira do lado de fora. O museu Ernest-Cognacq, instalado no palacete de Clerjotte, conta a história da ilha. La Flotte, classificada entre as Vilas Mais Bonitas da França, encanta com seu porto, suas ruelas e seu mercado de ar antigo, a poucos passos das ruínas da abadia dos Châteliers. Mais a oeste, Ars-en-Ré é reconhecida de longe pelo campanário preto e branco de sua igreja, usado durante séculos como referência pelos marinheiros.

Na ponta da ilha, o farol das Baleias, aceso em 1854, recompensa os 257 degraus com uma vista ampla do oceano e do Pertuis Breton; a Vieille Tour, construída em 1682, fica logo ao lado. Em Loix, o ecomuseu da salina explica o trabalho dos salineiros, e vários produtores abrem suas salinas para visitas em La Couarde e Les Portes-en-Ré. Quem gosta de aves deve ir à reserva natural de Lilleau des Niges, importante área de invernada de aves migratórias. Para ver a ilha de outro ângulo, nada melhor do que um passeio de catamarã saindo de Saint-Martin ou de La Flotte.

Praias e natureza

Praias, mar e natureza

A costa sul, voltada para o oceano, enfileira longas praias de areia cercadas de dunas e pinheiros, como Le Gros Jonc, em Le Bois-Plage, ou Les Prises e Le Peu Ragot, em La Couarde. No noroeste, a Conche des Baleines é uma das praias mais selvagens da ilha. A costa norte, mais abrigada, oferece praias familiares e pequenas enseadas, por exemplo em Rivedoux ou em Le Grouin, perto de Loix. As principais praias têm salva-vidas no verão; nas demais, cuidado com as correntes e com a maré, que descobre extensas áreas de areal.

A ilha também é uma grande área natural protegida. A reserva natural de Lilleau des Niges, no fundo do Fier d’Ars, recebe todo inverno milhares de aves, como gansos-de-faces-negras, alfaiates e limícolas, fáceis de observar das ciclovias e dos diques. As salinas de Loix, Ars e Les Portes formam um tabuleiro de água e sal onde se alimentam pernilongos e garças-brancas. Na maré baixa, as famílias catam mariscos no areal, respeitando tamanhos mínimos e cotas. Por fim, os pinhais do noroeste oferecem uma sombra bem-vinda aos ciclistas no verão.

Como chegar e circular

Como chegar e como circular

De Paris, o TGV liga a estação de Montparnasse a La Rochelle em cerca de 2 horas e 45 minutos nos trajetos mais rápidos. Da estação, a linha de ônibus regional 150 atende as dez vilas o ano todo, por cerca de 2,50 € a viagem, reforçada no verão pelas linhas 151 e 152. O aeroporto de La Rochelle-Île de Ré recebe sobretudo voos da Ryanair e da easyJet vindos de Lyon, Marselha, Genebra, Reino Unido e Irlanda. De carro, a ponte tem um ecopedágio pago na ida: para um automóvel, cerca de 4 € no inverno, 8 € na média temporada e 16 € na alta temporada.

Na ilha, a bicicleta reina: uma ampla rede de ciclovias liga vilas, praias e salinas, e em quase todas as vilas há locadoras de bicicletas clássicas, elétricas, tandens e reboques, muitas vezes com entrega. A ponte pode ser atravessada de graça a pé ou de bicicleta, em faixas separadas. De abril a setembro, a ligação marítima da Compagnie Interîles une o Porto Velho de La Rochelle a Saint-Martin-de-Ré em cerca de uma hora, com bicicletas mediante reserva. No verão, trânsito e estacionamento são difíceis. Horários e tarifas mudam com frequência: confirme com os operadores antes de viajar.

Quando ir e orçamento

Melhor época, orçamento e formalidades

A ilha de Ré tem clima oceânico ameno e muito sol. A alta temporada vai de meados de junho a meados de setembro: o mar está mais agradável, mas as vilas e as ciclovias ficam lotadas e as hospedagens são reservadas com muita antecedência. Maio, junho e setembro são ideais para pedalar, aproveitar os terraços e as salinas com mais calma. Nas férias escolares de primavera e nos feriados prolongados de maio, o movimento volta a crescer. No inverno, a ilha retoma a vida de vilarejo, com muitas lojas fechadas, mas preços mais baixos, inclusive no pedágio da ponte.

Ré é um dos destinos mais caros do litoral atlântico francês: como referência, conte a partir de 80 a 90 € a noite num pequeno hotel fora de temporada, bem mais no verão, e cerca de 20 a 30 € por um lote de camping. O aluguel de bicicleta começa em torno de 12 a 15 € por dia. A moeda é o euro e o cartão é aceito quase em toda parte. Cidadãos franceses e da União Europeia precisam apenas da carteira de identidade; as demais nacionalidades seguem as regras de Schengen e devem verificar seu caso. Uma taxa turística é somada ao preço da hospedagem.

Informações práticas

O essencial

CapitalSaint-Martin-de-Ré; departamento de Charente-Maritime (prefeitura: La Rochelle)
ÁreaCerca de 85 km², uns trinta quilômetros de comprimento
LínguaFrancês
MoedaEuro (€)
FormalidadesCidadãos da UE: documento de identidade; outras nacionalidades: regras de Schengen, verifique seu caso
AcessoPonte a partir de La Rochelle (ecopedágio na ida, grátis a pé e de bicicleta); TGV e aeroporto em La Rochelle; barco na temporada
Melhor épocaMaio, junho e setembro; julho e agosto para praia, reservando cedo
Perguntas frequentes

Respondemos

Como chegar à ilha de Ré a partir de Paris?

O mais simples é pegar o TGV até La Rochelle, a cerca de 2 horas e 45 minutos de Paris-Montparnasse nos trens mais rápidos, e depois o ônibus regional 150, que passa por todas as vilas. De carro, são pouco menos de 500 km a partir de Paris, mais a ponte da ilha, paga apenas na ida.

Quanto custa a ponte da ilha de Ré?

Para um carro, o ecopedágio custa cerca de 4 € na baixa temporada (de meados de novembro ao início de março), 8 € na média temporada e 16 € de meados de junho a meados de setembro e nos feriados da Ascensão e de Pentecostes. Ele só é cobrado no sentido continente-ilha, e a travessia é gratuita para pedestres e ciclistas. Como as tarifas podem mudar, confira antes de viajar.

Como circular pela ilha de Ré?

A bicicleta é a opção mais prática: as ciclovias ligam todas as vilas e há locadoras por toda parte, muitas com entrega na hospedagem. O ônibus 150 e as linhas de verão completam a oferta, enquanto de carro, em julho e agosto, há engarrafamentos e falta de vagas.

Qual é a melhor época para visitar a ilha de Ré?

Maio, junho e setembro oferecem um bom equilíbrio entre tempo agradável, dias longos e movimento razoável. Julho e agosto são perfeitos para a praia, mas é preciso reservar a hospedagem com vários meses de antecedência.

O que não perder na ilha de Ré?

Não deixe de ver as muralhas de Vauban e o porto de Saint-Martin-de-Ré, a vila de Ars-en-Ré com seu campanário preto e branco, o farol das Baleias e as salinas de Loix. Um passeio de bicicleta pela reserva de Lilleau des Niges e uma degustação de ostras numa cabana completam a visita.

Quais são as melhores praias da ilha de Ré?

As longas praias da costa sul, como Le Gros Jonc, em Le Bois-Plage, ou Les Prises, em La Couarde, agradam a quem busca espaço e ondas. A Conche des Baleines, no noroeste, é a mais selvagem, enquanto as praias de Rivedoux ou de Le Grouin, perto de Loix, são mais abrigadas.

Ilhas próximas: Ilha de Oléron, Ilha de Aix, Noirmoutier e Ilha de Yeu.

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Foto : Paul Schrepfer, CC BY-SA 4.0, Wikimedia Commons