As Lofoten são um arquipélago no norte da Noruega, entre os paralelos 67 e 68, muito acima do círculo polar ártico. Montanhas de granito caem a pique sobre o mar e as aldeias piscatórias agarram-se ao pouco terreno plano que elas deixam. É uma das paisagens mais fotografadas da Escandinávia e percorre-se de uma ponta à outra em poucos dias, por uma única estrada.
Montanhas plantadas no mar
O arquipélago estende-se por mais de 100 km de leste a oeste. As grandes ilhas sucedem-se — Austvågøy, Gimsøya, Vestvågøy, Flakstadøy, Moskenesøya — ligadas por pontes e túneis. A estrada E10 atravessa-as todas, desde Svolvær, a pequena capital, até à aldeia de Å, onde termina de frente para o mar.
A paisagem resume-se a poucas imagens: rorbuer vermelhos, cabanas de pescadores sobre estacas, ao pé de cumes abruptos em Reine e Hamnøy; Henningsvær construída sobre ilhéus; Nusfjord, aldeia preservada; secadouros de madeira onde o bacalhau se transforma em stockfish. A norte, praias de areia branca como Kvalvika, Unstad ou Ramberg surpreendem a esta latitude.
O clima é muito mais ameno do que se imagina: graças à Corrente do Golfo, o mar não congela e a média de janeiro ronda os 0 °C em Svolvær; em julho aproxima-se dos 14 °C. O vento, a chuva e as mudanças rápidas de tempo fazem parte da viagem.
Duas viagens opostas
Do final de maio a meados de julho o sol não se põe: é a época dos trilhos (Reinebringen, Ryten), do caiaque nos fiordes e das praias sob uma luz que nunca se apaga. É também a época mais movimentada: reserve cedo alojamento e ferry.
Do final de agosto a meados de abril as noites regressam e, com elas, as auroras boreais. Setembro ainda é ameno; de janeiro a março as montanhas estão cobertas de neve e é a época da pesca tradicional do skrei, o bacalhau de inverno — que muitos portugueses conhecem bem à mesa.
Uma estrada, alguns ferries e muitas curvas
Não há voos diretos de Portugal nem do Brasil. As opções: voar para Evenes (EVE), a cerca de duas horas de carro de Svolvær; voar para Bodø e apanhar um voo curto da Widerøe para Svolvær ou Leknes, ou o ferry Bodø–Moskenes (cerca de 3 h); ou o Expresso Costeiro, que faz escala em Stamsund e Svolvær.
No local, o carro é quase indispensável: há autocarros, mas são raros. Conte com pelo menos cinco dias para atravessar o arquipélago sem pressa, ficando de preferência em dois sítios (Svolvær–Henningsvær e depois Reine). A Noruega é cara: reserve cedo no verão.
O que fazer nas Lofoten
Informações práticas
| Cidade principal | Svolvær |
|---|---|
| Superfície | cerca de 1230 km² |
| Idioma | Norueguês (inglês muito difundido) |
| Moeda | Coroa norueguesa (NOK) |
| Visto | Não necessário para cidadãos da UE (Schengen) |
| Melhor época | Junho–agosto para o sol da meia-noite; setembro e janeiro–março para as auroras |
Explorar as Lofoten
Perguntas frequentes
É preciso carro nas Lofoten?
É muito recomendável: os autocarros são pouco frequentes. Há empresas de aluguer nos aeroportos de Evenes, Bodø, Svolvær e Leknes.
Veem-se auroras no verão?
Não, é preciso escuridão: as auroras veem-se do final de agosto a meados de abril, normalmente entre as 20 h e pouco depois da meia-noite.
Faz muito frio no inverno?
Menos do que noutras zonas do Ártico: graças à Corrente do Golfo, janeiro ronda os 0 °C em Svolvær. Conte com vento, neve e chuva.
Foto: Petr Šmerkl, CC BY-SA 3.0, Wikimedia Commons